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Colunas Juliano Paiva

18/08/2011  |  domtotal.com

Contagem regressiva para o rebaixamento

Excepcionalmente publicado na quinta-feira

O segundo rebaixamento na história do Atlético é uma possibilidade cada vez mais concreta e real. O time simplesmente não consegue vencer em casa. Essa é provavelmente a principal característica dos times rebaixados ao longo da história do Brasileirão.

Equipe que não ganha diante de sua torcida cai. A queda do Atlético em 2005 é a síntese disso. Naquele ano, o Alvinegro teve apenas 34% de aproveitamento em casa e chegou a perder cinco jogos seguidos no Mineirão, incluindo o clássico contra o Cruzeiro.

A queda para a Série B, então, só podia acontecer diante da Massa. Num empate sem gols com o Vasco, o Galo caiu. Eu fiz a cobertura desse jogo, quando ainda era repórter do Diário da Tarde. Minha pauta era relatar o comportamento da torcida ao longo da partida.

Fiquei na arquibancada. Mais atento aos torcedores. À medida que o jogo se aproximava do final, mais e mais atleticanos percebiam que a queda era inevitável. A reação foi uma só, seja criança, adulto ou idoso, homens e mulheres, milhares não conseguiram segurar o choro.

Foi uma cena muito triste, mas que refletiu bem o amor pelo clube. Porém, o mais emocionante estava por vir. Decretada a queda, a torcida cantou o hino. Engasgada, aos prantos, mas a Massa cantou o hino.

É impossível prever qual seria a reação da torcida num segundo rebaixamento, principalmente porque o Atlético está jogando no interior.

Portanto, infelizmente para a torcida do Galo, a contagem regressiva está aberta. Faltam 21 rodadas para o Galo ser rebaixado pela segunda vez em sua história ou 30 pontos para se livrar dele.

O mais perigoso...

O mais perigoso nessa história toda é o fato de jogadores, e talvez até comissão técnica, acharem que “ainda tem muito campeonato pela frente”. A reação não pode demorar, é preciso que ela comece já. O Atlético-PR ficou várias rodadas como lanterna e hoje está na frente do Galo. O Furacão, claro, passou a vencer em casa.

Técnico não é o problema

Como eu disse aqui anteriormente, Dorival Júnior está entre os melhores técnicos do país. Fui a favor da mudança apenas para que fosse promovido um “choque” no grupo, que fosse criado um “fato novo”. Mas Cuca está na Cidade do Galo há três jogos e acumula igual número de derrotas. E Dorival estreou com vitória no Inter. Cuca não vai fazer milagre. Se o elenco não ajudar, o Galo vai cair. O emocional dos jogadores está abaladíssimo. Parece que o Atlético já entra derrotado em campo.

Sem moral mesmo

O Atlético está tão sem moral no futebol brasileiro que jogou em casa contra o Corinthians com o uniforme número três: calções brancos e camisa alvinegra. Estranhamente, o Timão jogou com seu uniforme número um, o tradicional: calções pretos e camisa branca. Normalmente, a equipe mandante joga com seu uniforme número um.

Um comentário do Paulo Calçade, da ESPN Brasil, reflete bem a situação do Galo neste momento: “ O Galo é um time grande que há muito tempo não exerce sua grandeza”.

Coadjuvante

Depois do triunfo em cima do Corinthians, no Pacaembu, parecia que o Cruzeiro iria embalar no Campeonato Brasileiro. Mas a Raposa não confirmou o prognóstico da maioria. Depois da vitória em cima do Timão, foram seis partidas disputadas e apenas um triunfo, em cima do fraco Avaí, outro freqüentador assíduo da zona de rebaixamento em 2011.

O Cruzeiro, depois de muito tempo, deve ser apenas um mero coadjuvante no Brasileirão, ficar no meio da tabela e se dar por satisfeito. A última vez que a Raposa ficou no meio da tabela foi em 2006, quando terminou a competição em 10º lugar. Desde então, foram quatro classificações seguidas para a Copa Libertadores. No ano passado, o time azul foi vice-campeão. Em 2011, o desempenho para alcançar tal proeza terá que melhorar muito daqui até o fim do Nacional.

Seleção Brasileira

É impressionante como no futebol as coisas se repetem. Pode demorar muito, mas se repetem. Chega a ser assustador o futebol uruguaio ressurgir às vésperas da Copa de 2014. A maior derrota brasileira na história do futebol está prestes a perder esse título. Alguém dúvida que o Uruguai é capaz de calar o Maracanã por uma segunda vez? Alguém dúvida que a Celeste é capaz de fazer a mídia, os jogadores e os dirigentes brasileiros engolirem sua arrogância dentro de casa?

A pressão será muito grande em cima da Seleção Brasileira. E como não temos um timaço como outrora, a derrota chega a ser o mais provável. Lamentarei apenas pela torcida brasileira porque, sinceramente, hoje tenho mais prazer em ver o Uruguai jogar. A Seleção Brasileira vive de seu passado glorioso. E só!

A derrota para a Alemanha reflete bem este contexto. A Seleção de Mano não venceu nenhum clássico. Perdeu ainda para Argentina, França e empatou com a Holanda. O jeito, então, é marcar um jogo contra Gana, E Mano ainda apelou para Ronaldinho Gaúcho. Estão todos imbuídos em ressuscitar o craque, inclusive o próprio Ronaldinho. Finalmente Mano resolveu convocar o goleiro Fábio. Demorou, mas chamou. A justiça foi feita.


Juliano Paiva é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.






Comentários








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Wenderson Mozzer | 20/08/2011 20:26
Na final do Campeonato Mineiro, segundo boa parte dos atleticanos, o problema era o time "infantil" do Galo em campo. Um tanto contraditório porque estavam em campo: Tio Mancini, Vovô magnata, Rever (ex-seleção), Leonardo Silva, Renan Ribeiro (que se revelou desde o ano passado), Renan Oliveira (que também atua há trocentos jogos), Serginho, Pratic, Richarlyson. De qualquer forma, tudo bem: crianças estavam jogando e foi isso que fez o Galo dançar... E agora? Qual é o problema? O técnico? Os jogadores? O presidente Kalil? A diretoria em geral? A mídia? Nada... O problema chama-se Clube Atlético Mineiro (ou mais tradicionalmente Galo), cujo único título de expressão faz anivesário de 40 anos em 2011. Quando um time está há 5, 10, talvez até uns 15 anos sem ganhar um grande título, a gente ainda procura um problema. Agora, quando um time já acumula 40 anos sem uma conquista de peso, aí meu amigo, o problema é o time mesmo, que deve pensar em se equiparar outros tantos que só po
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BRG | 19/08/2011 10:29
Infelizmente Minas Gerais vive um período negro no seu futebol. Atlético e América há anos são meros coadjuvantes e candidatos freqüentes a rebaixamentos nos Brasileirões. Porém, o que se tem agora, é o Cruzeiro em situação semelhante. São diversos os fatores que levam nossos times a esta extrema mediocridade. A ausência irresponsável e inadmissível de um estádio na capital é um deles, porém, esta é a ponta do Iceberg. Péssimas gestões, permeadas por grande vaidade dos dirigentes, incapacidade técnica e desonestidade são comuns e fatos correntes nos três clubes. É claro e notório que a influência de empresários e de bancos está descaracterizando nossos times como também os enfraquecendo, uma vez que o objetivo destes senhores é o lucro rápido, sem qualquer comprometimento com o clube e sua torcida. Aquisição de shopping e Palanque político, hoje, são mais importantes em Atlético e Cruzeiro, do que o próprio futebol e os apaixonados e cegos torcedores. É necessário uma moralização dos
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mario | 18/08/2011 17:34
Apesar da idiotice do Orlav, e do Eugênio que nos chama de doente mas carrega uma doença muito pior, o Juliano está coberto de razão. Um dos grandes problemas do atlético é que nossa torcida bate palma pra Réver, bate palma pra Richarlysson. O Maruqes nunca ganhou nada e é idolo. O tardelli viveu aqui na gandaia, nao fez nada, nao ganhou nada, mas é idolo. Uma torcida que bate palma pra Danilinho. Quem bate palma pra kalil merece é isso aí mesmo. Triste de dizer isso, pela paixão que me cede o Atlético, mas verdade. E o Juliano mostra cada dia mais lucidez não merece ser tratado aqui dessa forma. Lembro ainda ser desnecessária a forma com que o portal domtotal noticia o atletico. Os primeiros de abril e as chamadas são ofensivas a torcida sim.
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