JESUÍTAS: 500 ANOS DE TRADIÇÃO E EXCELÊNCIA ASSINE NOSSA NEWSLETTER CONTATO

Colunas Rômulo Ávila

10/05/2012  |  domtotal.com

Jogador, ator e orador

Não discuto a qualidade técnica do veterano Roger. Com a bola nos pés, é (e sempre foi) diferenciado. Agora, já caminhando para o fim da carreira, o meia mostra também vocação para ser ator.  Não terá problemas para emplacar outra profissão. Destaca-se também pela oratória.  Diante dos microfones e das câmeras é o melhor jogador do Brasil. E é justamente por essas duas novas qualidades que o jogador está se destacando nos últimos anos.

Sempre fala o que a torcida celeste gosta de ouvir, é polêmico nos clássicos e tem um papo de fazer inveja em qualquer ‘boleirão’. Mas jogar bola que é bom mesmo, ele não joga há muito tempo. É um coadjuvante que teima em ser o ator principal. Nem que para isso tenha que ser violento ou falastrão. Quem não se lembra da briga com Gilberto?

Torcida enganada

O pior é que muitos torcedores não enxergam essa situação.  Pelo menos até ontem, quando o jogador se destacou, mais uma vez, como ator (ou dublê), ao simular uma falta dentro da área adversária. Foi corretamente expulso e, acreditem, foi a melhor ‘contribuição’ do meia ao time azul. Com ele em campo, o Cruzeiro já tinha um a menos. A equipe até melhorou depois de sua expulsão. Pareceu, inclusive, ter ficado mais unida em campo.  E  não foi a primeira vez que Roger aprontou. Na fatídica eliminação da Libertadores de 2011 para Once Caldas, ele também deixou o time na mão. Amarelou duas vezes e saiu vermelho (não de vergonha) de campo.

Medíocre

O time é fraco. Sem o craque Montillo se torna uma equipe medíocre, nível de Série B. Por isso, o técnico Vágner Mancini é o menos culpado, apesar de achar sua saída necessária.  Nunca teve material humano para trabalhar. Foi pressionado desde quando assumiu a missão de evitar o rebaixamento. Contou com a ajuda do Atlético para alcançar o objetivo, mas teve seus méritos também. Isso ninguém pode negar.

Nem ele, nem Levir Culpi, nem Ney Franco, nem Guardiola  fazem milagre. Mancini entregou o cargo porque sabia que tinha uma ‘barca’ nas mãos. Entrar no Brasileirão comandando um time desse nível seria um tiro no pé.

Quatro derrotas, oito gols sofridos e duas eliminações

Apesar de o futebol brasileiro ser bastante nivelado e considerando o clássico contra o América-MG, o Cruzeiro perdeu quatro partidas seguidas para clubes que vão disputar a Série B do futebol nacional.  A defesa conseguiu a pífia marca de sofrer oito gols nesses jogos. Sem o uruguaio Victorio, o recém- chegado Alex Silva assumiu o posto de entregador. Foi dele o erro que resultou no primeiro gol.  Na etapa final, não conseguiu parar o atacante Guerrón (melhor em campo) na jogada do segundo tento. Alex Silva ainda é a esperança para arrumar a defesa celeste, mas começa a deixar o torcedor em dúvida.

Era para ser pior

Se não fosse os erros da arbitragem, o vexame do Cruzeiro seria maior. O árbitro Elmo Alves Resende Cunha foi na onda do Wellington Paulista e marcou um pênalti inexistente. Além disso, deixou de expulsar o meia Souza, que atingiu um adversário violentamente com um chute desleal.

Galo x Coelho

Parece que os ‘deuses do futebol’ querem que o América-MG seja o Campeão Mineiro 2012. O gol irregular, aos 48 minutos da etapa final, na primeira partida da decisão, recolocou o Coelho na disputa. Apesar de achar o time do Atlético melhor, o América-MG está com mais pinta de campeão. A decisão deste domingo promete ser emocionante. Os dois clubes merecem o caneco.

Forlán

A possível contratação do atacante Forlán pelo Atlético provoca divergências entre torcedores e jornalistas esportivos. Eu, por exemplo, sou contra. Já o colunista Juliano Paiva acha uma boa. Sou contra porque o Forlán de 2012 não é mesmo que foi o melhor jogador da Copa de 2010.  Em razão de contusões, pouco jogou pela Inter de Milão. É um jogador caro. Uma contratação de risco, que pode causar “ciúmes” no grupo.  No seu artigo de segunda-feira, Juliano Paiva vai falar por que é a favor da chegada do uruguaio.


Rômulo Ávila É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.






X Fechar







código captcha






Outros artigos

Vídeos

Brasil é o 58º no ranking de qualidade de vida
Acervo de Entrevistas

Agenda Cultural

Cinema  |  Teatro  |  Shows
Filmes Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
"A Million Ways to Die in the West"
Comédia
1h57min.

Enquete

Você conhece as principais propostas dos seus candidatos nas Eleições de outubro?

Sim
Não

Participe e concorra a prêmios.

TV DomTotal

Concerto Musical: Bicentenário da Restauração
Mais

Publicações


Vol. 10 / Nº 19


CAPES: Qualis B1
Entre as melhores do Brasil