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Colunas Marli Gonçalves

07/09/2009  |  domtotal.com

Irmãos Metralha e Madame Min, sempre perto de você

Certas pessoas poderiam ter sido literalmente inventadas para ser postas no mundo, criadas pelas mãos de roteiristas e desenhistas criativos, ágeis e cheios de idéias, desses que fizeram as histórias em quadrinhos que jamais esqueceremos e que fazem parte das nossas vidas e de nossa linguagem. Quem nasceu antes, a pessoa ou a idéia? Quem inspira quem? Quem é o Pateta? Quem é o (a) Manda-Chuva? Viu o Gastão por aí? E você, quem é? Que personagem seria?
Vamos brincar um pouco, mexer com a memória, ficar politicamente incorretos alguns minutos? Vamos fazer uma Festa de Arromba com os convidados mais díspares, todos vindos dos quadrinhos, dos coloridos quadradinhos mágicos inspiradores de nossas escolhas, de nossa linguagem, de nossa moda, dos delírios, e, por que não dizer, de nosso estilo?

Que maldade! A primeira que você pensou em chamar foi a Madame Min? Cobras e lagartos, Dilmão. Veja que a Luiza, a Bruxinha Boa, e amiga da Mata, também chegou à floresta, toda Marina de si. E os Sobrinhos do Capitão? Sobrinhos são coisas antigas, tipo Huguinho, Zezinho e Luizinho, com os seus tiozinhos, às vezes até com alguuuuum parentesco, que não tão convencionais e mais liberais podemos ser. O bigode é do outro Capitão, o Gancho, da Terra do Nunca, ali na Ilha da F antasia. Onde também vivem Os Irmãos Metralha, e o João Bafo-de-Onça, que cuida da Política Internacional, top-top. Lá tem um monte de Gasparzinhos, os Fantasminhas Camaradas. Aliás, nesse terreno aí dá para contar Os Três Porquinhos aos montes, Vovós Donaldas, Clarabelas às mancheias! Até Maga Patalógica loura você encontra, Marta.

Lembrei da Brotoeja, a menina das bolas e bolotas. Que pena, não há o Brotoejo, Heráclito, ou Demóstenes, tanto faz. Vocês seriam perfeitos. Vamos, então, de Bolinha e seu clube, cheio de Bolinhas e bolhinhas, que é o que parece que viraram esses homens que deveriam se reunir e agir, pensar. Não valem mais nada! As Luluzinhas andam muito mais assanhadas, faceiras, com seus vestidinhos, cachinhos e os seus amiguinhos das outras gangues. Plínio, você não é nada per to do Riquinho, que tem fila de gente para ser o próprio, na Terra Brasilis: Gugu, Dória, Justus.

E gangue me lembra rato, e rato lembra o Mickey, Protógenes. Cadê sua Minnie? Dantas - tem horas é O Pimentinha; em outras, Tio Patinhas. O cara também. Podia ser Tio Patinhas, brincando no jorrinho preto do pré-sal. Podia ser o Peninha, fazendo trapalhadas. Para completar a cena, só com o Recruta Zero Jobim e seus subordinados e principalmente, os insubordinados. O Guarda-Belo, quem é?

Houve tempos em que O Mancha Negra era o terror. Agora é a torcida, ou o manto dos juízes que às vezes se julgam, eles próprios, de forma errada, inclusive entre si. Os Metralhas hoje ostentariam nas suas t-shirts 171-171, ou os números de MPs bordadas, todas em reuniões secretas na ca verna do Batman.

Quanta coisa mudaria se misturássemos essas histórias, melhor do que no original. Olívia Palito, top model internacional, uma Gisele. Popeye, que já era um vegan, todo moderno, clubber, bombado, tatuado, estaria comandando idéias do Partido Verde, girassol, gira.

Bambi ! Liberte-se, candidate-se! O Tico e o Teco são bons eleitores. Há outros casais, duplinhas, suspeitos nessas histórias.

Professor Pardal, cadê você? E o Lampadinha? Inventa alguma coisa! Traz logo os marcianinhos para cá. Joga criptonita na caixa d’ água, inventa de novo o super-amendoim azul que ajuda os homens a voar; as mulheres a sorrir. Traz de novo a leveza do Zé Carioca, do O que é a que a Baiana Tem? – e de nossa gente. Ah, você não é o Mandrake. As mágicas aqui sempre são para o lado do mal. Pelo visto, você nem é o Super-Homem, ou a Mulher Maravilha.

Estamos mais para Piu-Piu (”...eu acho que vi uma mão do gatinho no Tesouro, vi sim"!) do que para Frajola. Brincando de Tom & Jerry. O rato sempre ganha.

Capeto, que não é um cão, é um lobo, Brutus, Bandit, Idéiafix, Pluto ! Avante! Uivem, latam e mordam as canelas dessa turma, para ver se a gente desperta as suas Mafaldas.

Marli Gonçalves é atual Diretora da Brickmann&Associados Comunicação, B&A, tem 30 anos de atuação na profissão. Na área de consultoria e comunicação empresarial foi, de 1994 a 1996, gerente de imprensa da multinacional AAB, Hill and Knowlton do Brasil (Grupo Standart. Ogilvy & Mather). Foi do Jornal da Tarde, da Rádio Eldorado, com passagem pela Veja SP. Participou ainda, nos 80, de várias publicações, entre elas, Singular & Plural, Revista Especial, Gallery Around ( com Antonio Bivar), Novidades Fotóptica, A-Z, Vogue. Na área política, entre outros, foi assessora de Almino Affonso, quando vice-governador de São Paulo, e trabalhou em campanhas para Fernando Gabeira e Roberto Tripoli. Na B&A, tem cuidado de Gerenciamento de Crises, ao lado de Carlos Brickmann.






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