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Data:
O Eixo do Mal
Autor: Prof. Gustavo Brígido de Alvarenga Pedras
Disciplina: Teoria Geral do Direito II - 3º Período


Sempre existirão nações avessas aos interesses das grandes potências. Seja por interesse econômico, político, ideológico, essas nações são classificadas como “o eixo do mal”,  expressão criada pelo Governo Bush.

A disputa pelo poder é benéfica, visto que a existência de uma única grande potência anula o interesse dos demais países, como no âmbito interno, quando uma empresa monopoliza o mercado.

O Irã é o caso em maior evidência e de maior preocupação por parte dos países desenvolvidos. O governo iraniano é uma ameaça por admitir ser capaz de produzir uma arma nuclear. A matéria-prima para a fabricação desse tipo de arma é o urânio. Contudo, o processo de enriquecimento de urânio, como ocorre no Irã, pode ser para dois fins: energia ou arma nuclear. Os países que pleiteiam dispor de tecnologia para a fabricação dessas armas, alegam que enriquecem o urânio para otimizar seu potencial energético, argumento legítimo, visto que todo Estado tem direito ao desenvolvimento.

A sociedade internacional pressiona o Irã para que permita as visitas de inspetores da Organização das Nações Unidas, a fim de que haja uma investigação sobre as reais intenções do governo iraniano. Pressionado, e acreditando haver uma intervenção em sua soberania, o governo iraniano anuncia que não cumprirá mais as resoluções da ONU. Seu argumento é razoável, visto que outros países já dispõem de arma nuclear, entre eles os defensores do embargo ao Irã.

Por que a postura iraniana incomoda? Os ocidentais alegam que o líder iraniano é pessoa não confiável, cuja postura não condiz com os princípios internacionais, e por isso uma arma de grande potencial destrutivo em suas mãos seria uma ameaça internacional, já que poderia usá-la com objetivos escusos.

O fato é que as notícias são veiculadas por redes de informação detentoras de interesses, e, portanto, nem sempre são informações imparciais. Devemos acreditar que o governo iraniano é realmente uma ameaça? Ou são os seus críticos que representam um perigo, e pretendem manter os seus interesses, através do monopólio da tecnologia nuclear?

Grupos de brasileiros se manifestaram contra a visita, cancelada, do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao nosso território, devido à sua notória discriminação contra as mulheres e homossexuais, e por ter feito declarações negando a existência do holocausto, e defendendo o desejo de “varrer Israel do mapa”.

Contudo, o governo brasileiro foca a vertente econômica, já que um intercâmbio comercial poderá ser proveitoso. E o governo brasileiro age corretamente, visto que o interesse econômico sempre prevalece, e não cabe ao Brasil assumir esta briga contra o Irã, pois o exemplo que vemos é diferente quando existe algum tipo de interesse. Basta citar a notória, e talvez ilusória, divergência existente entre Hugo Chaves e o ex-Presidente Bush. Apesar da rivalidade noticiada, os Estados Unidos sempre foram os maiores compradores de petróleo da Venezuela. Negócios são negócios, ideologias à parte.

A Rússia, durante um tempo esquecida, tem sido novamente alvo de notícias preocupantes, como na questão da Ossétia do Sul, quando aquele país utilizou suas armas de forma desproporcional. A ex-República Soviética tem tentado reassumir sua postura de potência militar. Os países tentam se impor de alguma forma. Se não o fazem através do poder econômico, o farão através do militar.

A Rússia vem estreitando relações com o governo venezuelano, o que é visto mais como uma guerra ideológica do que uma verdadeira ameaça. A Venezuela, localizada na América do Sul, é área estratégica para o governo russo, por ser vizinha dos Estados Unidos. A Rússia perdeu sua influência nas Américas, desde a queda do império soviético, quando colaborava com o governo cubano, quintal dos Estados Unidos.

O cenário mundial tem sofrido uma redefinição, e esses países percebem que se não conseguiram obter o respeito, ou até o temor, dos demais, permanecerão esquecidos por boa parte da história.

A Coréia do Norte, através de seu líder fisicamente cômico, também vem adotando posturas controversas. Ora aceita a “ajuda” internacional, ora defende seu direito de explorar atividades nucleares. O maior prejudicado com as incursões atômicas norte-coreanas é o Japão, por ser seu vizinho. Sendo a segunda economia do planeta, o Japão já anunciou que reformulará sua constituição, a fim de que passe a ser um país nuclear. A alavanca desse desejo foi justamente a Coréia do Norte. Quando um Estado soberano demonstra a vontade de se reafirmar, acaba influenciando os demais, principalmente os vizinhos temerosos de um futuro de guerras.

A Venezuela parece pretender se aliar ao “eixo do mal”, mas não é uma vontade real. Apesar das parcerias questionáveis e das ameaças, mantém uma situação estável no cenário internacional. A ajuda a Cuba e uma parceria com a Rússia não são capazes de preocupar as grandes potências, visto que tanto Rússia como Venezuela precisam das grandes economias. Portanto, é mais um alarme falso.

O “eixo do mal” é um termo pejorativo, associado àqueles países que não se curvam diante da vontade das grandes potências, e até da ONU. Países que pretendem se valer dos meios internacionalmente lícitos e ilícitos para mudar o rumo da sua história. A postura dos contrários ao “eixo do mal” é justa, quando se preocupam com o futuro do mundo. Mas seria ainda mais justa se estes países se desfizessem de suas armas, o que nunca ocorrerá.


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