Data: 29/08/2008
AMÉRICA! - Tradução do Prof. Virgílio de Mattos
Autor: Prof. Virgílio de Mattos
Disciplina: Criminologia - 7º Período

AMÉRICA!
© Assata Shakur, Torture ´Made in USA´ - Massari Editore : Bolsena (IT), 2004, pp. 189-191
© Tradução Virgílio de Mattos

O racismo e a brutalidade da polícia são uma realidade constante nos EUA, mas hoje estão alcançando níveis jamais conhecidos antes.
Os negros e a gente do Terceiro Mundo são os principais alvos: a polícia tem uma virtual licença de matar em relação às comunidades afro- americanas, latinas, nativo-americanas e asiáticas. Na cidade de Nova Iorque, por exemplo, 92,5% das pessoas mortas pela polícia em 1992, faziam parte dessas minorias.
Das 41 pessoas mortas pela polícia em 1990 , 15 eram afro-americanas, 23 latinas e só 3 eram brancos!
Entre 1990 e 1991 o número dos grupos racistas nos EUA cresceu 27%.

POBREZA

Atualmente nos EUA vivem mais de 5 milhões de sem teto. Entre 1986 e 1990, aumentou em 49% o número de negros que vivem em condições de extrema pobreza na cidade. Em 1989, 50% das crianças negras e 40% das latinas, abaixo de seis anos de idade, viviam na miséria.
A renda média das famílias mais ricas dos EUA (5%) cresceu para U$ 148.438,00, em 1989, relação a U$ 120.253,00, em 1979.
No mesmo período a renda média das famílias mais pobres (20%) ficou abaixo de U$ 599,00.
Em 1990 a média dos trabalhadores negros ganhava U$ 329,00 por semana, contra U$ 427,00 dos trabalhadores brancos.

INSTRUÇÃO

Em muitas grandes cidades o percentual de crianças que abandona a escola gira entre 30 e 70%. É três vezes mais fácil que uma criança negra venha a ser classificada como retardada do que uma criança branca.

SAÚDE

O percentual de mortalidade entre crianças negras (17,6% em 1988) é mais do que o dobro das crianças brancas (8,5%). A taxa de mortalidade infantil é igual àquela da Malásia.
Em Bangladesh, 55% dos homens alcançam os 65 anos de idade, enquanto no Harlem só 40% vive tanto.
Mais de 34 milhões de americanos não tem qualquer plano de saúde privado. Destes, aproximadamente 27% são latinos, 20% são negros e 12% são brancos.

PRISÕES
Os negros somam menos de 6% da população americana, mas quase 50% da massa carcerária. Os Estados Unidos têm o mais alto percentual de pessoas encarceradas, 4,26%. A África do Sul é o segundo país com a taxa de 3,33%.

PENA DE MORTE
São cerca de 2.400 pessoas no corredor da morte. Mais de 41% dos prisioneiros aguardando execução são afro-americanos. Mais de 6% são latinos.
Atualmente existem mais de 100 prisioneiros políticos e prisioneiros de guerra nos Estados Unidos. Estes prisioneiros foram encarcerados pela sua oposição à política e às ações do governo estadunidense, ilegais do ponto de vista das leis internas e das normas internacionais, incluindo o direito à autodeterminação dos povos, genocídio, colonialismo, racismo e militarismo. O governo estadunidense criminaliza e aprisiona pessoas empenhadas na luta pela autodeterminação dos nativos americanos, dos porto-riquenhos, dos negros e dos mexicanos/chicanos, dentro das fronteiras dos Estados Unidos.
Os EUA criminalizam e aprisionam também brancos norte-americanos e outras pessoas que expressaram solidariedade à luta pela paz, contra as armas nucleares, contra o racismo, o sexismo e outras formas de discriminação.
Pessoas politicamente ativas foram submetidas a penas privativas de liberdade despropositadamente longas, a torturas e a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes no interior do sistema carcerário estadunidense.

PERGUNTA:
POR QUE ESTE MODELO ACIMA É "IMPORTADO" COMO SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS BRASILEIROS?