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Data:
Mito, Filosofia e Uma Interpretação Filosófica do Direito
Autor: Tadeu de Menezes Gama Pinheiro
Período: Acadêmico do 4º Período de Direito da Escola Superior Dom Helder Câmara



 

Os textos lidos têm uma relação, a princípio longínqua, mas que se aproxima quando ambos tentam entender a relação Mito/Filosofia/Direito a partir da passagem da oralidade mítica para a forma escrita e da objetivação do Direito como mediação legal. Nos dois casos percebe-se a possibilidade e necessidade de pensar e, a partir daí, interpretar.


No texto de Marques, há a demonstração de uma relação de conflito entre Mito e Filosofia quando, desde a Antiguidade os filósofos se voltaram criticamente contra a tradição mítica e, passando pela Contemporaneidade onde duas perspectivas são mostradas: A Descontinuidade ou a Continuidade, a partir de uma gradual transposição da organização do pensamento mítico ao plano do pensamento discursivo. Já, ao chegar no século XX, a mitologia se propõe como uma nova ciência.


De forma clara, o autor analisa a passagem da linguagem oral para a forma poética escrita, momento no qual a possibilidade de interpretação das narrativas elevadas ao máximo, pois agora, poder-se ia ler, reler, pensar, concluir , discutir e re-elaborar o que havia sido lido anteriormente. E, o movimento descrito acima, apontou para as transformações sociais e culturais que findaram com a clássica formação da Polis, como surgimento do discurso conceitual. Percebe-se, então, a não polarização Mito e Filosofia, a palavra não é mais absoluta, a linguagem se relativiza. Assim, o autor encerra com reflexões sobre a sobrevivência do Mito da Filosofia nas sociedades atuais, na qual o primeiro vive enquanto é vivenciada. Já, a Filosofia opera na manipulação de conceitos e, no seu desdobramento científico.


No segundo texto, Toledo mostra como a Lei, Mito e Religião são uma forma de representação pela qual a sociedade se identifica, variando de acordo com o contexto histórico. Para tanto, analisa a Lei enquanto produto social autoconstitutivo e, como Marques, a passagem da oralidade para a escrita, subentendendo Doxa e Episteme. Nesta análise, percebe que, ao se transformar em Lei escrita, a Lei perde conexão originária de sua criação.


Assim, podemos concluir a importância da palavra (mediadora entre homens e coisas), seja ela escrita ou oral, quando nomeamos ou nos referimos a algo, fazemos mais do que descrever, nos vinculamos ao futuro. A palavra pode clarear ou obscurecer um caminho, gerar dúvidas e questionamentos, ser agente manipulador ou transformador, enfim, ser a possibilidade da reclusão ou liberdade.

Notas:

RESENHA dos textos:
- Mito e Filosofia; Marques, Marcelo P. / pp 19 a 37.
- Uma Interpretação Filosófica do Direito a Partir da Análise de sua Forma Objetiva na Transição da Oralidade Para a Escrita; Toledo, Plínio Fernandes / pp 03 a 43.

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