Data: 14/04/2010
Desrespeito ao Mandato Político

Todos os ministros (parlamentares), que deixaram os seus cargos no governo

para se dedicarem à campanha eleitoral são uns tremendos oportunistas

políticos, que desrespeitam brasileiros. Eles não querem jamais perder o

status ou a boquinha rica das benesses públicas. Vivem pulando de galho em

galho na ribalta política do poder. São os "profissionais" da política, ou

seja, aqueles que vão defender os seus interesses pessoais ou de grupos,

mascarados de servidores públicos.

São uns estelionatários políticos descarados. Passam cheques sem fundos ao

eleitor dizendo que vão exercer os seus mandatos, mas depois de eleitos

dão uma banana ao povo e vão desempenhar outros cargos na administração

pública para os quais não foram eleitos. São autênticos traidores de

eleitores com práticas políticas de interesses inconfessáveis. São os

legítimos abutres vorazes pelas glórias do poder. Não têm decência

política. Não têm ética e moralidade pública. E conhecem bem a arte da

esperteza política.

Enganam o povo com a destreza de um mágico, só que este exerce a sua arte

com profissionalismo e seriedade. São gananciosos pelo poder. E em nome

dele são capazes das maiores proezas. Utilizam de todos os artifícios para

estarem sempre na vitrine política do poder. Não têm vergonha de se olhar

no espelho, mesmo que a imagem reflita o seu caráter distorcido. São

falsos democratas que se valem da leniência constitucional, instituída em

1988 e sem a participação expressiva da sociedade, para mandar, desmandar

e anarquizar o exercício regular do mandato político.

Soa incompreensível a qualquer cidadão de mediana cultura saber que um

parlamentar eleito pode deixar de exercer o seu mandato para prestar

serviço em outra área da administração pública. Isso não é um grande

desrespeito ao povo? É constitucional, mas muito imoral. E por que não

corrigem? Porque os nossos políticos estão acostumados a conviver em um

sistema político viciado, em que a famigerada Lei de Gerson, de só tirar

vantagem, já se incorporou de tal forma no DNA da política brasileira, que

só está faltando ser incorporada na Constituição Federal.

Eleitores, não reelejam ninguém. Política não é profissão. O Parlamento

precisa sempre de oxigênio novo. O continuísmo e a mesmice representam uma

praga nociva na vida política brasileira e precisa ser combatida. Ninguém

é insubstituível.

 

O Autor é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado, domiciliado em   Balneário Camboriú-SC

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