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Brasil Cidades

09/11/2009  |  domtotal.com

Quem tem pressa come comida congelada

Por Andréa Castello Branco

O mundo moderno impõe limites de tempo que já não condizem com as tradições. Almoçar em família ou ter na geladeira alguma gostosura para servir a uma visita são privilégios para poucos. Mas para tudo dá-se um jeito, e, para quem não tem tempo, há os congelados.

Pode parecer contraditório, mas, em busca de uma vida mais saudável, muitas pessoas têm recorrido à tecnologia para manter uma boa alimentação e um padrão nutricional. A comida congelada, que já foi sinônimo de alimentação de baixa qualidade, hoje é uma forma de cuidar daquilo que se ingere.

A mudança no perfil familiar - cada vez com menos integrantes - somada à dificuldade de manter uma empregada doméstica, torna inviável cozinhar todos os dias. O que resta são os self-services, pizza e lanche, opções que, no final das contas, são bem menos saudáveis que uma refeição feita em casa, mesmo sendo ela congelada.

É o que dizem pessoas que adotaram o congelamento de alimentos e também os nutricionistas. "Alimentos congelados não são necessariamente piores que a comida in natura. É claro que nos alimentos frescos alguns nutrientes que são mais sensíveis à baixa temperatura são mais preservados. Mas a perda de nutrientes é relativamente baixa dependendo do processo de congelamento e a maioria das pessoas está atenta a isso", diz Gilberto Simeone, professor do curso de nutrição da UFMG.

Regina Cavalieri adotou os congelados no dia a dia e diz que, para ela, isso já é uma "filosofia de vida". Exceto as saladas, todos os pratos são preparados com antecedência. "Faço a comida do jeito que gosto. Eu poderia comer em restaurante, mas fazer isso todo dia cansa", diz.

Segundo ela, a opção por comida congelada não foi apenas por uma questão de praticidade, mas de cuidado com a alimentação. "Monto os pratos pensando na nutrição. Com isso, a gente acaba comendo melhor", diz.

Silvana Paulinelli cozinhou durante anos diariamente, mas depois que os dois filhos casaram, achou mais cômodo congelar as refeições. "Não faz sentido fazer comida todos os dias para mim e meu marido. É muito mais simples tirar do congelador duas porções de arroz e uma carne. A salada eu faço na hora e pronto", relata Silvana.

Para quem pensa em aderir aos congelados, Regina Cavalieri faz um alerta: "as pessoas pensam que é só colocar no congelador, mas não é bem assim".

Jeito certo

O mesmo diz o professor de nutrição Gilberto Simeone. "A principal preocupação deve ser com o processo de congelamento e descongelamento. O ideal é que a comida fresca seja congelada a temperaturas muito baixas. Essa é a melhor maneira de conservar os nutrientes", diz. Segundo o professor, o descongelamento inadequado também pode levar a perdas das vitaminas C, E e do complexo B, que são mais sensíveis à mudança de temperatura. Os compostos bioativos também podem ser perdidos no processo de congelamento.

"O principal erro é descongelar com água quente. O correto é usar o microondas ou descongelar dentro da geladeira. Isso não vale só para comida pronta, para carne também. Mudar a temperatura bruscamente provoca uma degeneração do alimento tanto do ponto de vista sanitário quanto nutricional", alerta.

Industrializados

Se a comida preparada e congelada em casa pode ser o passaporte para uma boa alimentação, isso não vale para refeições industrializadas. "Para conseguir a tal praticidade e também a durabilidade, os fabricantes usam uma grande quantidade de aditivos químicos.

Quem consome muitos alimentos industrializados corre o risco de comprometer a saúde com essa carga química", explica o nutricionista.

Os principais compostos são os corantes, aromatizantes, conservantes, acidulantes (que acentuam o sabor) e estabilizantes (que mantém a viscosidade). Os mais usados, nitratos e nitritos, eliminam as bactérias nos alimentos, enquanto o ácido benzoico atua contra fungos e o dióxido de sulfa previne a fermentação.

Graus
-18ºC a -23º é a temperatura ideal para o congelamento de alimentos prontos

Origem

Os índios da região de Labrador, no Canadá, foram a inspiração para a primeira empresa de alimentos congelados. O comerciante norte-americano Clarence Birds-eye observou que os índios congelavam os peixes logo que os retiravam da água. Isso garantia o consumo de peixes sempre frescos. Em 1924, ele fundou uma indústria que produzia carnes e vegetais congelados.

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