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29/06/2012  |  domtotal.com

O pulso forte da arte iraniana

Pela primeira vez em Belo Horizonte, um panorama da arte de uma nova geração do Irã.

  • Foto de Jalal Sepehr (Divulgação)
  • Foto de Amirali Ghasemi (Divulgação)
  • Foto de Abbas Kiarostami (Divulgação)
  • Foto de Bahman Kiarostami (Divulgação)
  • Foto de Mitra Tabrizian (Divulgação)
  • Foto de Shadi Ghadirian (Divulgação)
  • Foto de Shirin Aliabadi (Divulgação)
Por Mariana Tavares

A exposição “Pulso Iraniano” traz fotografias e vídeos inéditos de importantes artistas contemporâneos iranianos, além de um conjunto de poemas traduzidos para o português. O curador e diretor artístico do projeto, Marc Pottier, pretende mostrar a força da nova criação iraniana desenvolvida tanto no próprio país como no exterior, para onde alguns artistas migraram. Em ambos os casos são artistas que perpetuam uma tradição milenar de criação artística.

Os artistas que estarão na exposição são Morteza Ahmadvand, Shirin Aliabadi, Gohar Dashti, Arash Hanaei, Siamak Filizadeh, Shadi Ghadirian, Amirali Ghasemi, Ghazel, Peyman Hooshmandzadeh, Bahman Jalali, Rana Javadi, Abbas Kiarostami, Bahman Kiarostami, Nava Zadoc, Shirin Neshat, Jalal Sepehr, Mitra Tabrizian, Jinoos Taghizadeh, NewshaTavakolian e Sadegh Tirafkan. Na mostra haverá, ainda, obras de artistas emergentes, sendo 26 vídeoartistas e 30 fotógrafos. 

Concebida especialmente para a montagem em Belo Horizonte, uma instalação com trabalhos do artista Arash Hanaei disposta no corredor vermelho que dá acesso à Galeria de Artes Visuais irá conduzir os visitantes para esta imersão na arte contemporânea do Irã. São desenhos digitais da série “Capital”, onde Arash Hanaei oferece sua visão dos muros, ruas e fachadas de Teerã. Neles convivem textos e slogans publicitários com desenhos de heróis, mártires, cenas da Revolução de 1979 e da guerra Irã-Iraque (1980). 

Para dar conta da abrangência e potência da produção contemporânea iraniana, Marc Pottier convidou artistas e curadores para selecionarem fotografias e vídeos, que estarão divididos nos temas “A Guerra”, “As Tradições”, “A Mulher”, “A Poesia”, e “O Espírito de Celebração”. Assim, a cultuada artista Shadi Ghadirian vem promovendo o trabalho de jovens fotógrafos em seu site Fanoosphoto, e vai mostrar uma seleção deles.

Os convidados

Amirali Ghasemi, artista que vive em Teerã e que exibe a jovem produção do país em sua própria garagem [www.parkingallery.com e www.biennaltehran.com] apresentará uma seleção de vídeos.

Bahman Jalali, um dos mais importantes fotógrafos do país, falecido em janeiro de 2010, será homenageado com 20 fotos e duas séries de slideshows, em seleção de sua viúva, a artista Rana Javadi.

A poetisa Sanam Emami é a curadora do módulo “ A Poesia”, em que traduções das obras dos principais poetas do país estarão disponíveis para consulta. “A poesia está tão presente no dia-a-dia do Irã que se pode ouvi-la mesmo durante as manifestações de rua, com gritos, reclamações e críticas ao governo”, observa Pottier. Ainda nas palavras do curador da mostra:

“O Irã tem vivido nas últimas décadas um contexto político difícil. Apesar disso, uma resistência cultural importante tem sido capaz de se estabelecer e se desenvolver, mantendo assim viva uma tradição de milhares de anos de criação cultural. Com as diversas recentes revoluções, alguns artistas, críticos de arte e curadores optaram por sair do país. Outros que permaneceram, continuam a criar, tentando se adaptar da melhor maneira possível à situação. A criatividade iraniana está viva e não se concentra apenas na crítica política. O que esta exposição emana é o extraordinário humor e distanciamento dos artistas apresentados.  Não que eles virem as costas para o que eles tenham vivenciado ou estejam vivendo neste momento. Mas eles conseguem se colocar num contexto filosófico global, afastado do seu presente. Com os artistas iranianos não estamos diante de uma moda efêmera. Ao contrário, a cena artística iraniana é um ambiente sólido feito de uma rede importante de amantes da arte, galeristas e colecionadores ativos, sejam eles exilados ou não, defendendo os artistas e suas criações.”

“Pulso Iraniano” é uma oportunidade de ver e conhecer, pela primeira vez em Belo Horizonte, a efervescente produção do país, sob a curadoria de Marc Pottier, que já organizou várias  exposições no Brasil  e mostrou diversos artistas brasileiros no exterior.

Serviço

Pulso Iraniano


Local: Galeria de Artes Visuais do Oi Futuro (Av. Afonso Pena, 4001)

Abertura: 29 de junho de 2012, às 19h30. Visitação pública: 30 de junho a 26 de agosto de 2012

De terça a sábado, das 11h às 21h. Domingo das 11h às 19h.

Entrada franca

Informações:
(31) 3229 3131



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